quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Praxe

Vou partilhar a minha experiência com vocês. Estou no terceiro ano da faculdade, fui praxada e agora também praxo. Depende muito da faculdade/região do país onde estudamos, mas geralmente a praxe não tem nada de mal. No meu caso correu tudo lindamente, conheci grandes amigos, ri muito e essencialmente diverti-me. Não me senti humilhada, pelo contrário, senti-me parte de uma família que me recebeu a mim e aos meus colegas de braços abertos prontos para nos ajudar em tudo. Como é óbvio cada pessoa tem a liberdade de querer ou não participar e sujeitar-se ao que acontece (que por vezes é duro, mas vale a pena). Este ano estou a receber os caloiros nas matrículas e o meu conselho é sempre este: se tiverem curiosidade experimentem um dia ou dois, se não gostarem ninguém vos obriga a ficar. Como em todo o lado existem pessoas boas e pessoas más que transpõem o que são para a praxe e levam as pessoas que estão do lado de fora a pensar que aquilo é maldade e humilhação. A praxe não foi feita para magoar ninguém.
Digo-vos, tenho imensas saudades da minha primeira semana de praxe e se pudesse voltava atrás. São momentos de convívio fantásticos. É verdade que sofri, que foi duro, que alguns dias só queria mandar tudo ao ar e não meter lá mais os pés, mas valeu a pena e nunca fui maltratada. Tenho colegas que não participam na praxe, que não acham piada nenhuma, mas que no primeiro dia foram lá ver e tiraram as suas conclusões. Participar na praxe tem muito a ver com o feitio de cada pessoa, não é fácil estar de gatas na calçada a ouvir gente a gritar aos teus ouvidos. Se gostei de tudo na praxe, não, ainda hoje não gosto. Muita coisa que acontece não acho piada, mas nunca desisti porque acredito que posso contrariar o que se faz de mal e porque as coisas boas superam por muito as coisas más. Os meus pais e o meu irmão não acham piada e cada dia que saio de casa para ir praxar a minha mãe pede-me sempre para ter juízo e não obrigar ninguém a nada. O meu irmão goza e diz que levo aquilo muito a sério. Eu não sabia ao que ia quando lá cheguei no primeiro dia, mas tentei e agora estou muito feliz por o ter feito. Acho que ninguém deve falar sem ter conhecimento de causa e detesto quando pessoas que nunca tiveram contacto com a praxe dizem mal e criticam isto e aquilo. Conheçam, informem-se e nunca se esqueçam que cada caso é um caso. Por uns fazerem mal e humilharem as pessoas não quer dizer que em todas as faculdades do país inteiro acontece dessa forma.

Na minha opinião a praxe é uma coisa saudável que ajuda a integrar os novos alunos, principalmente os mais tímidos. São atividades que juntam todo o curso no mesmo propósito e ajudam as pessoas a criar relações. Para quem vive a praxe, aquilo é à séria e vale a pena lutar e passar por o que se passa. Vai sempre haver gente do contra que diz mal e não conhece, mas isso é como em tudo na vida.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Decoração: O meu escritório!

Hoje escrevo para vocês diretamente do meu cantinho especial aqui em casa. Há imenso tempo que queria montar um escritório para mim aqui em casa. Porquê? Porque o meu quarto não chega! É um quarto de tamanho médio e cabe lá tudo o que eu preciso, mas queria um canto onde desse para manter as coisas simples e organizadas (o que nem sempre é possível no meu quarto).
A minha ideia inicial era transformar o quarto das visitas no escritório, mas a minha mãe não deu ordem para tal e tive de procurar outras opções. Pensei no canto da escada de madeira que dá acesso ao sótão e adorei! 
Desarrumei, limpei, pintei paredes, lavei janelas, montei mobília e o resultado foi o que vão poder ver nas fotografias. Acho que ficou um espaço bem aproveitado e bonito (até tenho um mapa do mundo). A ideia é manter as coisas organizadas para ver se me dá vontade de estudar com mais frequência e para desimpedir o quarto de papelada. Ainda tenho de arranjar um caixote do lixo e uma base para a secretária, mas está tudo encaminhado. Não sei se vão conseguir perceber muito bem pelas fotos por isso digo-vos já: a parede ficou pintada de um verde clarinho muito giro. 



































































Secretária e cadeira do regresso às aulas do Continente. 

Mapa do Mundo da Staples (acho)


O que acham? 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Regresso à cidade grande

O fim de agosto/início de setembro marca o regresso a Lisboa. Mesmo que continue a viver na minha casinha de sempre, vou para Lisboa todos os dias e a vida fica mais acelerada. Vivo numa zona relativamente calma e ainda que esteja habituada a Lisboa é super cansativo andar no meio de tanto carro e tanta gente. 
As aulas só começam daqui a umas semanas, mas já tenho de ir à faculdade com alguma frequência (matrículas, caloiros, praxe, núcleo). Há muito a preparar para receber os novos alunos. O meu horário já saiu e é uma valente bosta a comparar com os de semestres anteriores. Só tenho aulas à tarde, até às 18h. Está visto que vou chegar tarde a casa todos os dias e que não vou conseguir ir às aulas de Zumba, pelo menos durante o primeiro semestre.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Metas alcançáveis

Não podemos querer fazer tudo ao mesmo tempo. Não conseguimos fazer tudo ao mesmo.
Ultimamente são estas duas frases que ocupam a minha cabeça e me ajudam a manter focada nas pequenas coisas. Quero sempre muita coisa. E quando começo a pensar no que quero, ainda quero mais e mais e mais. Não dá. Querer tudo assim do dia para a noite não funciona. Ainda que sejam coisas válidas e metas alcançáveis, é impossível conseguir tudo de uma vez e por isso devemos ir passo a passo. Começo por tentar ir pelas coisas mais simples, que são mais fáceis de conseguir e vou subindo degraus. Devemos sempre tentar ir primeiro pelas coisas que dependem só de nós e depois ir tentando as outras que já não dependem inteiramente de nós. A minha lista de metas alcançáveis é gigantesca (chega a ser ridículo). Se a tivesse escrita ocuparia imensas folhas. São tudo coisas possíveis, talvez umas mais possíveis que outras, mas tudo possível a seu tempo. Não acredito na possibilidade de encontrar o fim da lista, estou sempre a querer mais e mais e nunca vou ver um objetivo ser o último, pelo menos espero que seja assim. Uma coisa é certa: O caminho a percorrer vai ser sempre muito longo! E outra coisa é certa também: Parar é morrer!

domingo, 23 de agosto de 2015

Na cozinha #1 - Rissóis de peixe

Hoje tenho para vocês o resumo da minha tarde de domingo. Durante as duas últimas semanas andei a guardar todas as sobras de peixe aqui de casa porque queria muito fazer rissóis! Já tinha saudades de bons rissóis e, como sou bem esquisita com estas coisas, para serem bons rissóis só completamente feitos em casa. Lá chateei a minha mãe para fazer o recheio e a massa (porque sinceramente, ainda não aprendi lá muito bem) e depois eu fiz o resto. Estão com muito bom aspeto, imagino depois de cozinhados! Melhor mesmo só os que a minha avó fazia! :) 
Deixo-vos as fotos!


 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Tudo fora!

Escrevo agora que já me sinto melhor, depois de passadas 24h sem vomitar!!! Passei o que pode bem ter sido o pior fim de semana deste ano... Tudo começou no sábado à noite depois de jantar, quando uma suposta paragem de digestão me fez ficar incrivelmente mal do estômago! Sofri imenso durante toda essa noite, depois de todo o tipo de tentativas para vomitar (porque sim, vomitar é horrível, mas ajuda). Lá consegui deitar tudo fora depois do truque sugerido pelo meu pai (água com sal) e a partir daí foi deitar fora todo o tipo de nojice de hora a hora. Foi toda a noite nisto, dormindo nos intervalos. Domingo! Acordei super mal, super cansada, super enjoada. Só bebia água e nem isso o meu estômago aguentava. Lá passei o dia, deitada na cama, sem força para me conseguir levantar e tonta demais para tentar sequer. Lá mais para o final do dia comi umas tostinhas e bebi chá, mas voltei a deitar tudo fora (felizmente pela última vez). Mais uma noite passada entre náuseas e agora com febre também. Segunda! Acordei a sentir-me muito melhor (e com fome)! Claro que ainda não estava a 100% (ainda não estou), mas já conseguia comer e não deitar fora e a febre já tinha ido à vidinha dela. Depois disto tudo espero agora passar uma noite calminha e sem náuseas. Estou quase bem e até comi um jantar relativamente decente! O pior agora são as dores que tenho de tanto ter vomitado e as tonturas por ainda estar fraquita. Mais um dia ou dois e estou como nova!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

DIY - Decoração com telas

Hoje trago para vocês um do it yourself de pintura, perfeito para dar vida a uma parede mais tristonha da casa! 
Vamos precisar de:
  • 3 telas brancas
  • 1 pincel
  • Fita adesiva (daquela usada pelos pintores)
  • Tinta acrílica (5 cores, uma tem de ser branco)
  • 1 rolo usado de papel higiénico

Primeira tela: 

  1. dividir uma das telas em 4 partes iguais com a ajuda da fita adesiva;
  2. pintar cada uma das partes de uma cor diferente. Se acharem necessário podem dar duas ou mais camadas de tinta;
  3. depois de tudo bem seco, peguem na tinta branca e no rolo de papel higiénico. Pintem um dos lados do rolo com a tinta e disponham na tela de modo a criar círculos. (Este processo deve ser feito numa superfície horizontal e podem fazer quantos círculos quiserem);
  4. deixem secar tudo muito bem e retirem a fita adesiva com cuidado.






Segunda tela: 

  1. dividir a tela com a fita adesiva para criar 16 quadros;
  2. pintar os quadrados tipo xadrez com as mesmas cores usadas na tela anterior; 
  3. deixar secar muito bem e retirar a fita adesiva com cuidado.





Terceira tela: 

  1. dividir a tela em quatro partes iguais, mas desta vez a divisão deve ser feita na diagonal;
  2. pintar cada uma das partes com as cores das telas anteriores;
  3. depois de bem seco, peguem na tinta branca e no rolo de papel higiénico e voltem a fazer os círculos. Façam quantos círculos quiserem da melhor maneira para cobrir toda a tela;
  4. deixem secar muito bem e retirem a fita adesiva com cuidado.





Espero que tenham gostado desta ideia e que façam uns quadros deste género para vocês!  Qualquer dúvida sobre como fiz ou sobre os materiais não hesitem em perguntar. :)


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Dentes do siso

Hoje fui ao dentista para remover um dos dois dentes do siso que me restavam. Na maior das surpresas saí de lá sem os dois! Estou mega feliz porque assim só tenho de passar por um pós-operatório! Foi a primeira vez que fui sozinha a qualquer médico que fosse. Estou mesmo a ficar velhinha!
A minha guerra com os dentes do siso começou no ano passado quando os dois de baixo decidiram nascer. Doía imenso e a melhor solução foi mesmo arrancar (até porque não tinha espaço na boca para eles). Removi um de cada vez, e não foi mau como estava à espera. Num espaço de um mês estava como nova. Deixámos estar os de cima, que não davam chatice nenhuma nem sequer sinais de nascer. A recuperação (de um e de outro) foi bastante rápida e indolor (yes!) porque eu dei-lhe forte nos analgésicos. Estava cheia de medo porque toda gente me dizia que ia ser horrível! 
Hoje, regressei ao dentista para tirar os de cima que mesmo por nascer já estavam a chatear e a entortar os outros. Super rápido, super simples! Quando dei por isso já estava a levar pontos e pronta para voltar a casa. (Bem me tinham dito que os de cima custavam menos) O pior para mim é sempre a anestesia. Aquelas injeções manhosas (que hoje nem foram muito más), mas extremamente necessárias porque nos protegem de qualquer dor! Depois de levar a anestesia o único incómodo é a pressão/força que é aplicada (e que se sente bastante) quando o dente está a ser tirado. Tudo o resto fica na nossa imaginação, porque não fazemos ideia do que está a acontecer na nossa boca. 
Agora é só esperar que isto cicatrize como deve ser, tirar os pontos e tomar os medicamentos certinhos para que a recuperação seja tão indolor como a outra foi!

(Tenho os quatro dentes comigo. Até vos mostrava fotografia, mas é um pouco nojento, por isso vou estar quieta, hehe)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Reconhecer, prezar, admirar

Já deram conta de que nunca estamos felizes com a vida que levamos? Aquilo que temos e até o que fazemos nunca parece ser suficiente. Olhamos para as pessoas à nossa volta e achamos sempre o que elas conseguem na vida tem muito mais valor do que o que nós conseguimos. Basta de achar que "a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha"! 
Apercebi-me disto no outro dia porque tinha de escrever uma mini-biografia minha para incluir no site do núcleo. Demorei imenso tempo a magicar o que raio havia de lá escrever e só pensava «Ainda não fiz nada que valha a pena ser dito.». Li as biografias dos outros e achava que eram todas muito interessantes e pertinentes para o caso, mas olhava para a minha e a única coisa gira era ter nascido da cidade do Carnaval mais português de Portugal. Estava já a desanimar quando me ocorreu que já tinha feito umas quantas coisinhas e lá arranjei algumas pertinentes para meter na biografia. Passei umas horinhas a bater mal porque não tinha nada para dizer e nas horas seguintes fiquei orgulhosa porque percebi que afinal já fiz muita coisa boa! 
Na maior parte da nossa vida estamos tão concentrados no que os outros estão a fazer que nem reconhecemos o que nós andamos a fazer. Queremos sempre mais e mais, isso vai ser sempre assim. No entanto, não podemos deixar de notar que também conseguimos coisas úteis e que valem a pena ser partilhadas com os outros. Deixo-vos com o mesmo desafio que coloco também a mim mesma: Admirar mais os nossos sucessos e invejar menos os sucessos dos outros! 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Das unhas, vernizes e tendências

Desde que deixei de roer as unhas (acho que já é oficial, iupi!) que ligo mais a vernizes e outros produtos para unhas. Nadas destas tretas de vernizes, limas, endurecedores, top coat, gel effect, etc. me passavam pela cabeça, até porque o único produto que usava era aquele verniz com um sabor horroroso que mesmo assim não me impedia de roer as unhas! 
Foi quando comecei a ganhar interesse pelos vernizes e comecei a gostar de ver as unhas bonitas nas outras pessoas que pensei «fogo, também quero unhas giras!». Sim, eu cheguei ao ponto de ter vergonha das minhas mãos que tinham os dedos deformados e pontinhas de unha. Cheguei a um estado tão mau que só agora, depois de praticamente um ano sem roer as unhas, é que os meus dedos parecem normais e as unhas estão a ganhar forma. Agora ando sempre com as unhas pintadas (menos quando estou trajada, há que respeitar a cena) com um bom verniz, porque ajuda a manter a forma das unhas, e claro, impede que as roa nos momentos de fraqueza. Entretanto comecei a prestar mais atenção às tendências, efeito da idade acho eu, e entendi que existem tons de verniz mais para verão e outros mais para inverno, um bocado como nas roupas né? E pensei «Mas que treta! Agora não posso usar a cor que quero quando me dá na cabeça? E tenho de combinar as unhas com a roupa?». Acham que ligo a isto? Óbvio que não! E não ligo pelo simples facto de que para mim não faz sentido! Eu sou aquela pessoa que usa verniz cor de rosa num dia de chuva e verniz preto na praia. Tudo isto para dizer que quero lá saber se as unhas ficam a destoar da roupa. Ando com o verniz que mais gostar na altura, e isto tem muito a ver com o meu estado de espírito. Pintem as unhas como vos der na cabeça! Se está bem para vocês, os outros que se cuidem! 

Desde que a Kiko abriu aqui na zona que me apaixonei pelos vernizes que eles vendem! Já tenho quatro cores e um top coat que supostamente fica tipo gel, mas não me dou bem com ele. Estou determinada a comprar mais. De momento acho que são os melhores (relação qualidade/preço), duram imenso nas minhas unhas, uma semana e pouco, e as cores têm uma cobertura maravilhosa mesmo!

(ah, e desculpem lá esta conversa de gaja)