domingo, 15 de julho de 2012

A Verdade

Não importa o que dizem por aí, ser Estudante é a profissão mais difícil! 
Um Estudante começa a trabalhar desde tenra idade e, bem vistas as coisas, nunca o deixa de ser. Já para não falar das capacidades sobre-humanas que são precisas desenvolver, como por exemplo o poder da adivinhação, já que nunca sabemos ao certo o que vamos encontrar nos testes/exames e temos que adivinhar as respostas que os nossos adorados educadores desejam ver desenvolvidas com o máximo rigor, e mais, com uma letra bonita. Ainda há mais. Um Estudante tem de se levantar praticamente de madrugada e tem de andar em todo o tipo de transportes para se ir aprisionar durante todo o dia no estabelecimento de ensino em que está matriculado. É preciso saber como sobreviver aos toques infernais da campainha e aos almoços "especiais" no refeitório. E não é só. Um aluno quase não sobrevive ao frio/calor a que as pequenas gaiolas onde decorrem os 90 minutos (mais coisa menos coisa) de tortura lhe proporcionam. A verdade é esta e não venham dizer que não porque todos os que andam a estudar ou que já estudaram sabem bem que assim o é, porque por mais anos que passem vai ser sempre assim. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Deja Vu

"Sabem os exames do 11º ano? Estou farta deles!"

E quando se pensava que já tinha acabado e que já estava de férias vêm as belas das pautas com as classificações dos Exames Nacionais. Não foram um completo desastre, mas não foram boas. E é com esta última frase que se conclui que vou à 2ª fase melhorar a nota de Geografia. Não há vontade nenhuma, mas tem de ser. Amanhã lá estarei eu, bem cedo, à porta da secretaria da escola a pedir o impresso para me inscrever de novo.

Beijinhos e abraços e para a semana dou noticias.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

As palavras que nunca te direi

Olá. Já fiz isto uma vez, isto de fingir que te estou a escrever, de fingir que vais mesmo ler isto e que vais mesmo saber que é para ti. No entanto, vou voltar a fazê-lo, e honestamente nem sei se vou publicar isto no blog (como fiz da outra vez). Acontece que como podes imaginar eu não quero comentários desnecessários sobre assuntos aos quais não quero responder.
Gosto mesmo muito de ti. Do teu verdadeiro tu, não do parvo que se apodera de ti nos teus momentos de fraqueza. Queria tanto que fosses capaz de pôr de parte esse teu lado, que todos temos, mas em que na maioria das pessoas está meio que adormecido.  Talvez seja por isso mesmo que me chamas a atenção, porque não és como toda gente… Nunca me vou esquecer do que um amigo me disse “Madalena, tu tens queda para os rebeldes incompreendidos”, começo a pensar que é verdade, mas também não tenho culpa de te perceber, ou tenho?
Tenho saudadinhas tuas, de quando estás bem, de quando temos conversas a sério. Podia começar aqui a dizer tudo, mas não, assim ias perceber já que esta “carta” é para ti e temos que admitir que isso ia perder a piada toda J
Sabes o que costumo pedir cada vez que me calha aquele desejo da pestana entre os dedos ou quando as horas coincidem com os minutos? Peço que pares de ser parvinho e que te faças à vida e que percebas quem é que são de verdade os teus amigos. Quero que estejas feliz, para mim isso chega (por agora). Até Setembro!

P.S. - Parece que afinal carreguei no "publicar", e sabes que mais? Não quero saber.  

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Novidades

Ora bem, que tal vai isso? Já morreram todos com este calor que tem andado por aí? Eu já (quase que já). Já morri tanto que decidi ir à praia no dia em que dão descida da temperatura, porque para dizer a verdade, eu gosto mais da praia quando está fresquinho. Mas é verdade, daqui a umas horas lá vou eu para o meu primeiro (oficialmente) dia de praia do Verão 2012. Que seja o primeiro dia de muitos. Tenho a dizer que nunca mais tive noticias da minha máquina fotográfica e que já me estou a passar com isso, ela foi para arranjar e nunca mais voltou. Tenho de ir investigar esse assunto.
Entretanto, fica aqui uma foto que encontrei aqui perdida. É o meu gato (chama-se Baguera, em homenagem à pantera da história "Livro da Selva") e está a tentar comer os peixes que estão no aquário do meu quarto... Acho que tinha um video desta bela tentativa... Se encontrar meto aqui. A foto já é um bocadito antiga. O gato está maior e os peixes são 3 (e têm o aquário mais limpinho).

sábado, 23 de junho de 2012

Sem título

Começa a ficar dificil relembrar o teu rosto, o som da tua voz e até o teu sorriso.
Fecho os olhos e tento arduamente recordar as palavras proferidas na última vez que estivemos juntos e não me lembro. Um enorme vazio, que cresce a cada dia longe de ti, começa a alojar-se no meu coração e toma conta das memórias, apagando-as uma por uma. Quando te voltar a ver já não saberei quem és e com sorte nem tu saberás quem sou. Foram bons momentos que nunca chegaram a existir, mas mesmo assim fecharei os olhos todas as noites para os tentar recordar, uma e outra vez (porque sou parva).

terça-feira, 19 de junho de 2012

Atitude!

Está claro de que o que o Mundo precisa é de atitude! Não, a sério. É só o que falta. Isto com atitude fica tudo nos eixos. Mas o problema é que ninguém tem atitude. 
Olhem eu (que não sou exemplo nenhum para a sociedade)... Ando para aqui, com dois exames nacionais para fazer, a engonhar o estudo... Tá mal. Ora pois! Se eu decidisse ter atitude era diferente, estava aqui a estudar (ou até já tinha estudado tudo) e estava super confiante para fazer o raio dos exames, mas não. Deviam haver frasquinhos de atitude a vender no supermercado. Eu ia lá e comprava. Depois era só dissolver a atitude num copinho de água (pouca água para a mistura não ficar fraquinha), beber e pronto, atitude garantida para fazer de tudo. Espero que algum cientista todo maluco leia isto e comece a fazer experiências. É que eu até já sei qual seria o slogan: "Um frasquinho de atitude por dia, nem sabe o bem que lhe fazia". 

Mas falando a sério (como alguma gente crescida fala, só alguma).
Dia 26 até dou pulos de contente quando sair da sala de exame.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Desespero

Salvem-me destas não férias, por favor!

Sabem os exames do 11º ano? Estou farta deles. E ainda nem aconteceram.
Ando para aqui com os livros espalhados na secretaria, com um monte de exames dos anos anteriores a um canto e com folhas de apontamentos espalhadas por toda parte... Podem imaginar a cena...
Passo tardes inteiras a estudar (mais ou menos), sim porque não sou capaz de me levantar cedo (por mais que meta um despertador).
Só depois de dia 25 e 26 é que fico bem, depois desta confusão toda acabar.
Ah, mais uma coisa... Deixo aqui a indicação para terem cuidado com as combinações de verão com os "amigos", é que pode acontecer que achem que estão incluídos e depois virem a descobrir que ninguém vos quer lá. Cuidadinho com isso. E façam como eu faço... vinguem-se! (ou então não)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Fim de Aulas

Hoje foi o último dia de aulas, se é que se podem chamar aulas, é que nem devo ter estado (ao todo) 20 minutos dentro de uma sala de aula. Mas pronto, foi o último dia. Tarde livre, como de costume, aproveitada para parvar com as amigas, um bocadinho de cantoria e bolos à mistura, tudo à grande.
O Baile de Gala das escolas aqui da zona é hoje, não vou. Tive várias propostas e decidi não ir e passar antes a noite com os amigos noutro lado qualquer, sem fatos caros e sem música "jovem". 
Espera-me um verão com muito sol e calor e com muitas coisas giras para fazer, e tempo para me dedicar às leituras e às pinturas. 
Boas férias a quem está de férias.

P.S. - Faltam os exames, mas isso não conta (apesar de me ir matar a estudar, nos intervalos entre os dias de praia).

sábado, 12 de maio de 2012

Dia negro

O seguinte texto foi escrito na sequência da passada segunda-feira, dia 7 de Maio.

Hoje foi um dia triste, um dia negro. E encontro-me agora às escuras (bem, não totalmente) e começo a pensar em tudo o que aconteceu hoje. Quando acordei estava a chover (e assim continuou até ao final do dia), levantei-me e fui abrir a janela e dar comida aos peixes (lembro-me de pensar que tinha de arranjar tempo para limpar o aquário) e pensei que o dia hoje não ia ser muito animado, o que é curioso, visto que menos animado não podia ter sido. Como em todas as manhãs, fui tomar o pequeno-almoço, ao qual se seguiu um duche rápido; começava a ficar atrasada para as aulas.
Cheguei à escola, um tanto revoltada (achava eu que era) com a chuva. As aulas da manhã passaram devagar e na hora de almoço já não podia com a revolta que estava a sentir. Estava revoltada (ainda estou, mas agora menos) com a atitude das pessoas, não para comigo, mas para com ele. Será possível que alguém seja capaz de viver assim? Não sei se é, e não tenciono vir a descobrir por experiência própria. No entanto, vivo com a ideia de que é impossível viver sem amigos (daqueles a sério) e sem família (família que cuida e que apoia, não daquela que se limita a estar lá só porque sim). Mas ele vive assim, e não sou capaz de não me sentir mal quando penso nisso. A vida que ele pinta ter é muito bonita e normal, mas, por vezes, a máscara cai e eu, nos momentos que ele demora a coloca-la novamente, vejo pedaços da vida que ele realmente vive, ou melhor, ele não a vive, ele existe nela, visto que é impossível que alguém, por mais ausente que seja, consiga viver desta maneira. Ainda para mais hoje, hoje que desabou tanta coisa, para tanta gente, graças a tantos acontecimentos mal resolvidos. Ele fez parte dessa gente a quem desabou o mundo, apesar de eu estar quase certa de que o mundo dele já tinha desabado. Não foi bem o mundo que desabou hoje, mas foi parte dele, a parte do mundo que lhes fazia mais falta, ou quase. "Amigos" que deixaram de falar uns com os outros, amigos que eu pensava que eram amigos de verdade (daqueles que já quase não há). Sinto pena dele, sei que não devia, mas sinto! Sinto pena de alguém que está a perder tudo, e que ainda vai perder mais, mesmo quando já nada tiver. Foi assim o dia negro de hoje. Ainda bem que depois da tempestade vem a bonança, pelo menos para alguns de nós (para ele não, que ele nunca vai ser feliz, não de verdade).

Riga, a Aventura!

Sim, eu sei, só estou a escrever agora. Sei que já voltei no dia 28 do mês passado, mas pronto, só tive tempo agora. E além disso estava à espera das fotos do resto do pessoal (que mesmo assim ainda não tenho na totalidade). Foi uma semana muito gira. É tudo muito diferente lá no fim do mundo para onde fui. A cidade é incrivelmente bonita e as pessoas são simpáticas.




Os primeiros dias foram um pouco chocantes, para todo o grupo. Acontece que a Letónia é um país que ainda está a recuperar os tempos da guerra, visto que só deixaram de pertencer à URSS há relativamente poucos anos. Ainda se nota muito o que a guerra fez às pessoas e a que condições a que as submeteu. Fiquei chocada com as casas em que vivem. São pequenas, parecem jaulas, mas conseguem ser acolhedoras. Eles não ligam à casa em que vivem, não são como nós que passamos a vida a tentar ter tudo e só nos baseamos nas coisas materiais, eles preocupam-se com a família e não querem saber dos bens materiais. Admiro isto!


Fomos a tantos sítios, incluindo a praia, e eu toquei no Mar Báltico. Fartei-me de andar pelas ruas e pelos parques e nos autocarros e comboios. Tanta coisa. Era uma correria tal que eu chegava a casa jantava e não era capaz de mais nada, era deitar e dormir.  




A comida: não achei má. Ou pelo menos não era assim tão má como eu estava à espera que fosse. Até se comia, e não sei era por termos fome ou porque sabia bem.


Gostei muito, mesmo. E se repetia? Sim, sem dúvida. Sinto que aprendi muito nessa semana, e que conheci muita gente que me fez pensar sobre a dificuldade em obter o que queremos. Porque nós aqui temos tudo e nunca paramos para pensar que os bens materiais não passam de coisas, e que o que realmente importa são as pessoas, e os momentos que passamos com elas!