segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Desisto. Ponto final.

Havemos de ter sempre aquele momento em que percebemos que já não vale a pena continuar a lutar por casos perdidos. Lutar. Palavra interessante que significa tanta coisa. Talvez eu nem seja merecedora de a estar a escrever aqui, neste contexto. Não me parece que alguma vez tenha lutado por algo na vida, e dizer isto assim custa, mas é a verdade. Nunca tive de lutar por uma coisa que queria mesmo, porque acabava sempre por desistir ou porque me davam essa coisa mais tarde ou mais cedo. Menina mimada, já sei. Também nunca lutei por ninguém. Talvez o devesse ter feito, mas não sei como se faz, não sei como se luta por alguém. Provavelmente foi este o meu erro desde o princípio. Nunca lutei por ele e nem sei se consegui demonstrar o que sentia da melhor forma. Note-se que começo a tentar deixar de falar neste assunto utilizando o presente. Estes textos já deviam estar mortos e enterrados num buraco bem fundo longe daqui, mas parece que só agora percebo a verdadeira gravidade da situação, percebo onde isto chegou. Cerca de dois anos a dizer gostar de alguém que me ignora na maior parte dos dias, alguém que os meus amigos desprezam, alguém instável, alguém que se diz incapaz de voltar a gostar de outra pessoa. Parece-me estranho não ter desistido mais cedo, devo gostar de sofrer pelo que não vale a pena. Agora percebo que estes dois anos a gostar de alguém não valeram de nada na minha vida. A única coisa que me deram foi dor de cabeça e discussões a defender alguém que provavelmente na maior parte das vezes nem merecia. Não me arrependo das vezes que o ajudei e posso dizer que estive sempre consciente do que estava a fazer, mas chega. Claro que vou ser sempre uma fonte de ajuda se ele precisar de mim, o que duvido. Para o meu próprio bem, preciso de pôr um ponto final nesta história de uma vez por todas. Tenho de parar com isto e seguir em frente para assuntos muito mais relevantes. Tenho imensos objectivos preparados para serem cumpridos e estou aqui encalhada na mesma pedra há dois anos. Desisto hoje. Dizem que mais vale tarde do que nunca, assim espero. 

domingo, 17 de novembro de 2013

Ausente mas continuo aqui

Perdoem-me a minha ausência, mas entre ter tudo para fazer e não fazer nada, não tenho conseguido escrever coisas com qualidade. Admito que escrevi um texto magnifico no outro dia, mas foi numa folha de papel e perdi-a. Sim já sei, sou uma desgraça. Enfim...

Esta nova fase da minha vida está a correr lindamente. Chego a casa todos os dias completamente morta, mas nunca desanimo. Claro que nunca tenho vontade de me levantar da cama às 6h da manhã e claro que muitas vezes (muitas mesmo) fico incrivelmente aborrecida com as aulas. No entanto, há muito mais do que levantar cedo e aulas secantes. Tento ao máximo fixar-me nesse "muito mais" que existe ainda não sei bem onde. Ando estupidamente animada na maior parte dos dias, mas não sei porquê e não faço para estar. Nunca me calo, estou sempre sempre a falar e a contar como foi o meu dia e etc, como é óbvio depois só levo más respostas porque ninguém quer saber.

Não sei bem como estou em termos de conseguir manter as relações com os"velhos amigos". Tenho-me esforçado o que posso, mas algumas pessoas não se têm mostrado minimamente preocupadas ou interessadas no esforço que ando a fazer. Como seria de esperar todos estão super ocupados com as suas vidas e têm montes de coisas para fazer. Que eu saiba, isto nunca foi impedimento para as pessoas continuarem a falar umas com as outras. Por favor, existe a internet e os telefones. Estamos todos a distância de uma porcaria de uma mensagem ou de um telefonema, mas escolhem fingir que trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana. Esta é a verdade: fingem. Por muita coisa que alguém tenha para fazer, nunca ficam o tempo todo ocupados com isso. Custava muito enviar uma mensagem? Tanto quanto sei podia estar morta que só a minha família e mais 2 ou 3 pessoas é que davam por isso. Não, eu não estou a exagerar. Juro que tento falar, e tento marcar coisas com essas pessoas, mas estou sinceramente farta de ser ignorada e por isso deixei de tentar. Não quero saber. Tenho mais com que me entreter. Quando quiserem digam alguma coisa, mas não esperem mais convites da minha parte.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Causa perdida

Expliquem-me porque é que uma pessoa simplesmente não consegue esquecer outra que já não devia importar, mas importa, muito. Fez sentido? Que merda -.- tinha mesmo de gostar de ti incondicionalmente não era? Eu achava que isto ia passar porque íamos estar afastados, mas não. Penso em ti todos os dias e custa-me não estar contigo e não falar contigo. A culpa é minha, nunca sei o que dizer. O pior é quando dás a entender que não queres falar comigo. Simplesmente não queres saber e não te importas. Nunca foi segredo: eu sempre gostei mais de ti do que tu de mim. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Das festas

Toda gente sabe que existe aquela parte de andar na universidade que são as festas! É verdade. As festas ocupam uma parte da vida dos estudantes académicos e arrisco-me a dizer que são tanto a sua salvação como a sua desgraça. Passo a explicar. Pelo que sei, e que mais logo vou ter a oportunidade de confirmar, as festas na universidade são uma loucura. Isto seria de esperar porque as festas têm uma formula que só pode tornar as coisas estupidamente loucas. Tentem lá misturar jovem adultos, álcool, música, mais álcool e um espírito louco para festas e vejam no que dá. Está claro que estamos na presença da formula para a completa desgraça! 
Existe, no entanto, uma outra forma de ver as coisas. Ninguém é obrigado a formar parte da desgraça. É perfeitamente possível ir a uma festa sem ter de ficar violentamente alcoolizado, chegando até ao ponto de se esquecer do que aconteceu. A minha opinião quanto a isto foi sempre a mesma: para nos divertirmos não precisamos de beber. Óbvio que não temos de passar cede. Beber uns copos não faz mal a ninguém, o exagero é que faz. O problema dos ditos "jovens" de quem os mais velhos tanto adoram dizer mal é que não se sabem controlar e muitos acham que têm de passar certos "testes" para serem aceites em determinado grupo de pessoas ditas "fixes". Eu acho que ficar perdidamente bêbado é tudo menos fixe.  Não percebo o objectivo sequer. E tenho de dizer que acho realmente triste as pessoas que têm de o fazer para passarem um bom bocado. 
É preciso ter um bocadinho de cabeça e perceber o queremos para a nossa vida. Só depende de nós próprios, acreditem. Por isso hoje na festa, se me vierem dizer que sou uma criancinha porque bebi pouco ou que cheiro a leitinho ou que não sou fixe o suficiente por não estar a emborcar copos a torto e a direito, eu não vou querer saber! Sei muito bem quem sou e não sou nenhuma embalagem para me andarem a meter rótulos e etiquetas com o preço. Portanto, vou a festa, vou-me divertir e não vou precisar de álcool para que isso aconteça. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Vida Académica

Já começava aqui a fazer falta um breve relato de como está a ser esta nova fase da minha vida. É verdade, agora sou uma estudante universitária e a minha vida está diferente mesmo que não pareça. Até começava aqui a falar de como tenho mais responsabilidades e é preciso mais esforço e isso tudo, mas não creio que seja isso que está em causa neste momento. As responsabilidades sempre existiram e o esforço sempre teve ser feito, em tudo, portanto não vejo como isso possa ser uma novidade. No entanto, existem outras coisas. Noto que o nível de preguiça possa ter tendência para aumentar, porque a exigência é maior, mas cada um opta por o que quer e andamos todos a fazer as coisas conforme nos parece melhor. Isto pode despertar a preguiça que vive em mim, mas vou tentar não ser extremamente atacada. A cidade é outra, a escola é outra, as pessoas são outras, o ensino é outro… Nada está igual, mas ainda não consigo ser capaz de definir lá muito bem o que é realmente diferente. Sei que sou uma estudante universitária que acorda cedo, anda nos transportes a horas de ponta e que vai às aulas e adormece em algumas. Mas continuo a mesma Madalena só que mais crescida, talvez. Claro que tive de alterar um bocado o meu comportamento, afinal de contas estamos a falar de andar na universidade e de estar a dar pequenos passos para me tornar adulta (ai que medo desta palavra!). Tive de aprender a conter o meu comportamento algo infantil e entusiasta, pelo menos até conhecer melhor as pessoas, não lhes quero provocar um choque que os deixe incapazes de falar comigo. Tento agir normalmente como se a minha vida toda tivesse sido assim, mas na maior parte das vezes estou aterrorizada e desejo ter um sítio para me esconder. Vocês todos sabem as dificuldades que eu tenho em socializar e sabem que consigo ser bastante arrogante mesmo sem querer. As respostas curtas e frias são possivelmente um dos piores hábitos que tenho, e por mais que queira responder como um ser humano normal da minha idade faria, digo apenas o necessário e indispensável. Devem todos achar que sou um bicho do mato que não se dá com ninguém e que é incapaz de socializar. Em relação às aulas, existem umas pior que outras, como em tudo na vida. Confesso que ainda não me consegui organizar a 100% e que ainda ando apenas com um caderno todo rabiscado com apontamentos de todas as disciplinas. Acho que o maior desafio vai ser mesmo ter de trabalhar muito com documentos e livros fotocopiados. Nunca gostei muito de fotocópias, o livro original é tão melhor, mas como é de prever, não vou ter possibilidade de comprar todos os livros. Está a ser uma aventura interessante entrar novamente no “mundo da matemática” visto que não tinha contacto com este desde o 9º ano e agora estou de novo a ser posta a prova com problemas a precisar de soluções. No geral está a ser bom. Estou uma verdadeira pró e já me oriento muitíssimo bem nos transportes. As pessoas são fantásticas e não se parecem importar muito com a minha falta de jeito para socializar. Está a ser uma aventura enriquecedora! O pior vai ser quando começarem as festas e começar a ter de estudar a sério. Não contem à minha mãe, mas estou com medo de perder o fio à meada! 

1001 Desculpas

Estaria a mentir se vos dissesse que não me obriguei a escrever este texto. Chega de estar feita parva a andar de um lado para o outro apenas a fazer o que parece ser estritamente necessário para a minha sobrevivência. Passei as últimas duas/três semanas a ir às aulas e a dormir, mas chega. Sim a minha vida deu uma volta enorme, mas isso não justifica o meu comportamento nos últimos tempos. Reconheço que tenho andado distante e parece que não consigo fazer nada para evitar isso. Admito que estou a deixar o blogue morrer, mesmo que não seja essa a minha intenção. Não tenho desculpa, nenhuma mesmo. Tenho tanto para contar e tão pouca vontade de o fazer. Começo a achar que a minha vida agora se vai tornar naquela vida monótona de “gente crescida” e não quero. A monotonia dos transportes públicos, das idas às aulas, até mesmo das conversas nos intervalos. É claro que percebo a origem das conversas. Todas partem do mesmo porque não nos conhecemos bem e não temos confiança uns com os outros. Até mesmo esta desculpa está a começar a falhar. Não posso continuar a acreditar nisto por muito mais tempo, eventualmente vamos conhecer-nos melhor e não posso continuar a dizer que conversamos pouco uns com os outros porque não sabemos nada uns dos outros. Enfim, o pior tem sido andar off com o resto do mundo, com os meus amigos. Tenho realmente muito medo de me estar a tornar numa pessoa solitária que não precisa da companhia dos outros para viver. E isto é mentira, eu preciso da companhia dos outros. Adoro estar sozinha é claro, mas preciso dos meus amigos mais do que tudo e acho que ultimamente isso me anda a passar ao lado. Quase não vejo ninguém agora que a minha rotina semanal começa às 6h da manhã, mas isso não é desculpa para não telefonar, mandar mensagens ou emails e continuar a manter o contacto com as pessoas que me são tão queridas. Sim, eu ando a ser desleixada com os meus amigos. Não telefono, não mando mensagens, nada de nada. Juro que não estou a fazer isto de propósito, longe de mim tentar afastá-los, mas acho que é o que estou a fazer. Continuo a inventar desculpas a dizer que agora ando ocupada ou que estou cansada ou que tenho de fazer isto e aquilo. A verdade é que eles também estão cansados e ocupados! Vistas bem as coisas, eu não fui a única a ir para a universidade. Não estou a ser a única a ter de se adaptar a uma vida nova e diferente de tudo o que já tinha vivido. Custa, eu sei que sim. No entanto, continuo a esquecer-me deles constantemente. Não posso continuar a inventar todo o tipo de desculpas que me fazem pensar que não faz mal não falar com eles. Eles não vão ficar sentados à espera que eu me decida e volte ao normal. Eventualmente cada um vai seguir com a sua vida e eu vou ficar para trás porque fui parva e estava a atirar areia para os meus próprios olhos. Eu preciso de me manter em contacto com eles. Tenho de me manter em contacto com eles. Existe um grupo de pessoas que eu não quero perder, porque cada uma dessas pessoas conseguiu criar uma parte do que sou hoje. Não me posso desleixar. Mesmo que ao final de um dia esteja cansada e que só consiga imaginar como seria bom deitar-me na minha caminha, não posso deixar de lhes mandar um “olá, como estás?” porque são estas pequenas coisas que não deixam uma amizade morrer. Não posso esperar que sejam eles a vir ter comigo porque uma amizade exige esforço e dedicação. Tenho seriamente de me pôr ao caminho porque a viagem começou sem mim. Portanto, chega de desculpas! 

domingo, 22 de setembro de 2013

A melhor semana da minha vida

Desculpem não ter dado notícias mais cedo, mas estive meio que falecida durante toda a semana. Faz amanhã uma semana que comecei a minha vida como estudante universitária (se bem que ainda não vi provas da palavra "estudante"). Escusado será dizer que tenho andado a falecer com a praxe! Dizem que em Lisboa a praxe nunca é nada de especial, mas na minha faculdade a praxe é levada a sério e eu estou morta porque passei a semana a levar com água, a fazer flexões, a gritar e a cantar, a correr de um lado para o outro e a servir os doutores e os mestres com grande devoção e amor ao curso. E não vamos esquecer o banho que levei na segunda-feira, sem água e com muita farinha, tinta em pó e uma bela mistela que aparentava um tom castanho e devia ter óleo e vinagre lá pelo meio. Foi muito engraçado vir para casa nos transportes nesse lindo estado (sim, façam o favor de imaginar como fiquei porque nem me dei ao trabalho de fotografar). Mas como não há nada que um bom banho não seja capaz de resolver, no dia seguinte estava pronta para outra igual, que felizmente não aconteceu! 
Ando a tentar socializar o melhor que posso sem tentar parecer esquisita. Admito que não meto conversa com as pessoas, mas tento participar nas conversas quando estas já estão a decorrer. Estou a ter sérias dificuldades em decorar o nome de toda gente e chego a estar a falar com alguém durante todo o dia quando me apercebo que não faço ideia de como essa pessoa se chama. Fui os dias todos, menos na quinta, estava seriamente a precisar de descansar. Ainda que tenha vindo cedo para casa na maioria das vezes, diverti-me! As pessoas parecem ser todas muito simpáticas, o que me assusta, visto que estou sempre à espera que seja tudo uma farsa e que sejam todos na verdade uns interesseiros que estão só a tentar "fazer amigos" para sobreviver aos próximos 3 anos. Decidi que não me vou preocupar com isso agora e que vou continuar com as expectativas baixas em relação a este assunto de forma a que os danos não me atinjam.
Outra coisa é o facto de eu estar uma pró a andar nos transportes públicos. Vejam bem que até já ganhei aquela magnifica capacidade de entrar no autocarro e adormecer logo. Sempre são mais 80 minutos de sono que tenho por dia (40 para cada lado). Custa-me ter de acordar às 6 da manhã e chegar a Lisboa ainda de noite, mas isso vai alterar-se em breve. Primeiro porque a hora vai mudar e segundo porque não vou ter de continuar a chegar à escola às 8 como nesta passada semana. Está claro que vou ter de me continuar a levantar cedo, mas com o hábito vai passar a custar menos. O pior de tudo é a minha má disposição matinal que me impede de comer um pequeno almoço decente ou que me impede de comer sequer. Juro que nunca vi caso de gente que ficasse tão mal como eu fico de manhã, é que até o raio da pasta de dentes me enjoa. Ando a tentar contrariar isto, mas não está fácil.
Acho que morri socialmente (a nível de redes sociais) esta semana. Foi-me quase impossível vir ao computador. A única coisa que me apetecia fazer era dormir e dormir e dormir... O pouco tempo que vim ao computador não consegui estar por aqui mais de 1h. Tive pena porque o computador tem sido um bom amigo e tem-me permitido manter o contacto com algumas pessoas de quem infelizmente não soube nada durante a semana que passou. 
Estou a habituar-me a esta nova fase da minha vida e estou confiante de que tudo vai correr bem! Vou ter saudades da praxe quando acabar, mas estou desejosa de poder vestir o traje e de ser a minha vez de fazer os caloiros sofrer, faz parte! Mas não digam a ninguém que eu disse isto, é que na sexta estava uma senhora bastante revoltada com este assunto no autocarro: "Gente tão evoluída com comportamentos da idade da pedra! Parece mentira". São estas coisas que nunca me deixam esquecer o quanto eu adoro andar de transportes públicos, porque há sempre alguém que é do contra e que está sempre revoltado. 

domingo, 8 de setembro de 2013

Da Universidade

Ontem foi, sem margem para dúvidas, uma noite de emoções. 

O dia passou da forma mais tranquila possível e quando alguém me perguntava se estava nervosa com a saída dos resultados, respondia simplesmente que não, e era verdade. No entanto, a aproximação da hora mais esperada do dia, começava a causar um certo formigueiro no estômago. A hora chegou e quando vi a folha dos resultados fiquei paralisada. "Colocada na 2ª opção" A minha reacção foi deixar de respirar e demorar uns 10 minutos a dizer alguma coisa a alguém. Finalmente consegui falar e contei ao meu irmão e à minha mãe, que se veio sentar ao pé de mim e enrosquei-me na cama a chorar. 


Não foi um chorar compulsivo nem nada disso, mas as lágrimas corriam pela minha face e estavam carregadas de medo. Sim, porque acho que mais do que triste, fiquei com medo. Medo porque achava que era demasiado longe, que ia ter de me levantar muitíssimo cedo e tantas outras coisas. Eventualmente percebi que nada daquilo valia a pena. Afinal de conta é uma boa universidade na mesma. E o curso é o mesmo, o que eu anseio por ir estudar: Ciências da Comunicação. Por isso estou bem! Percebi que não vale a pena lamentar-me por não ter conseguido o que desejava, mas isto é bom na mesma, melhor até. Pensei em candidatar-me à segunda fase, mas não sei se deva. As coisas estão bem assim e vou optar por este caminho. Sendo assim, aqui vou eu para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Gostar de alguém

Gostar de alguém é:

um desafio
uma aventura
um exercício de paciência
sofrer
chorar de alegria
conversar durante horas
ter discussões parvas
nunca ficar irreversivelmente chateado
abdicar de algumas das nossas manias
falar abertamente
ser um bom ouvinte
saber aconselhar
fazer um esforço
dar o braço a torcer
pôr o egoísmo de parte
saber que não estás sozinho
rir até te doer a barriga
fantástico!

Gostar verdadeiramente de alguém é tudo isto e muito mais.
É uma viagem incrível e temos de dar provas em como somos merecedores do bilhete que nos foi dado!




domingo, 1 de setembro de 2013

Guerra antiga

Tenho andado a ler "Anjos e Demónios" do Dan Brown e ontem deparei-me com isto:

"Deus tornou-se obsoleto. A ciência venceu a batalha. (...) Mas a vitória da ciência (...) custou-nos a todos. E custou-nos caro. (...) A ciência pode ter aliviado as misérias da doença e do trabalho penoso e criado uma panóplia de artefactos para nosso entretenimento e conveniência, mas deixou-nos num mundo sem encanto. O pôr do Sol foi reduzido a comprimentos de onde e frequências. As complexidades do Universo foram dissecadas em equações matemáticas. Até o nosso valor como seres humanos foi destruído. A ciência proclama que o planeta Terra e os seus habitantes são apenas um ponto insignificante num grandioso esquema. Um acidente cósmico. (...) Até a tecnologia que promete unir-nos nos divide. Cada um de nós está agora electronicamente ligado ao mundo inteiro, e, no entanto, sentimo-nos irremediavelmente sozinhos. Somos bombardeados com violência, divisão, fractura e traição. O cepticismo tornou-se uma virtude. O cinismo e a exigência de prova tornaram-se pensamento esclarecido. Será de espantar que os seres humanos se sintam hoje mais deprimidos e derrotados do que em qualquer outro momento da sua história? Haverá algo, seja o que for, que a ciência considere sagrado? A ciência procura respostas investigando os nossos fetos ainda não nascidos. A ciência presume, até, rearranjar o nosso próprio ADN. Retalha o mundo de Deus em peças cada vez mais pequenas em busca de significados... e tudo o que encontra é mais perguntas. (...) A guerra antiga entre ciência e religião terminou."

Isto deixou-me a pensar nas consequências da evolução que a ciência atravessa a cada dia. A fé está a ser destruída porque as pessoas se sentem confusas e cada parte delas se sente como se estivesse a ser puxada para dois lados distintos que há muito que deviam ter sido capazes de coexistir. A evolução é necessária, claro, mas a que preço?