Hoje foi (e ainda é) feriado em Torres Vedras (a minha cidade natal como sabem), de longe um dos meus feriados favoritos. S. Martinho! Sempre adorei este feriado porque para além de estarem a decorrer as festas da cidade, dava aquela ideia de que neste dia a minha cidade era mais que as outras. E um dia sem aulas é sempre bem-vindo! Quando o meu irmão foi estudar para Lisboa fartava-me de "gozar" com ele que ia ter aulas enquanto eu estava em casa, provavelmente a dormir. Agora que sou eu que estou a estudar em Lisboa deixou de ter graça! Hoje foi a vez dele ficar em casa porque a empresa fechou a dia de feriado e eu levantei-me cedo para mais um dia na capital. Como podem imaginar a minha família teve a ousadia de fazer o melhor almoço do mundo e enfardar castanhas e vinho sem mim... Ao menos deixaram-me algumas castanhas, ainda que frias são melhor que nada! Vou ver se ainda há vinho...
terça-feira, 11 de novembro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Mais do mesmo
Sim, este é mais um daqueles textos em que lamento sobre a minha vida. Sim, é mais um daqueles textos em que lamento não fazer nada da minha vida. Sim, é sem dúvida um daqueles textos que não deviam estar a ser escritos porque tenho coisas muito mais relevantes para fazer.
É verdade, mais uma vez estou completamente perdida e com tudo para fazer! Será que algum dia vou aprender? Dou por mim e o semestre vai quase a meio e ainda não fiz nada de útil! Tenho tudo para fazer! Admito que não tenho disposição para fazer nada e por isso não faço, mas isso é outro assunto. Tantos filmes interessantes e séries e livros... E depois este tempo magnifico de Outono/Verão/Inverno que só dá dor de cabeça e vontade de dormir. Estou a ficar para trás, estou estou! Ainda não aproveitei um fim de semana para meter as coisas em ordem e durante a semana estou sempre tão podre que chego à cama e adormeço. Não é que tenha perdido o interesse pelas coisas, aliás, estou a gostar bem mais deste semestre que dos anteriores, mas é chato. Fazer trabalhos é chato! Sinto que o esforço é sempre demasiado para os resultados que depois são atribuídos. Não é muito justo, mas também nunca foi. E depois meto-me em cada coisa... Estou sempre a arranjar mais trabalho e acabo por fazer cada vez menos. Tenho mesmo de me aplicar e tentar ter as coisas mais em ordem para não ter de ficar até às tantas a rever trabalhos e a ler artigos e etc. Enfim...
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
(Beber) Cair e Levantar
Só depois de sozinhos com os nossos pensamentos é que percebemos realmente como estamos na merda! Podem dizer-nos a pior coisa do mundo que nos magoa e nos aflige, mas é mesmo só depois de um momento a sós é que damos conta do que se passou. Parece que só depois de refletir sobre a situação é que percebemos o quanto a notícia nos afetou. Custa-me saber que não é a primeira vez que estou assim desiludida, mas por outro lado também me ajuda a saber que posso recuperar disto! As pessoas continuam a ser uma merda e a funcionar apenas para interesse próprio (e não sei porque raio me deixei levar outra vez...). Está mais que visto que não se pode confiar em ninguém a 100%. Tinha prometido a mim mesma que este tipo de merdas não me ia atingir novamente, mas atingiu! Agora já não há grande coisa a fazer para além de dar um pontapé na cara da vida e na cara de certas pessoas e seguir com as coisinhas para a frente. Tenho objetivos que pretendo concretizar e não estou para aturar gente estúpida sem valores nenhuns que só sabe pisar os outros para se manter por cima. Conhecem-me muito mal se acham que estes joguinhos funcionam comigo. Não gosto de ser assim arrogante para toda gente, mas não me provoquem... Sempre se disse que amor com amor se paga!
domingo, 21 de setembro de 2014
A Semana de Praxe!
Acho que se pode dizer que no primeiro dia desta semana que passou eu
estava tão ou mais assustada que os caloiros! Estava super ansiosa por conhecer
toda gente, ver quem tinha entrado e saber se havia alguém de Torres Vedras (e
sim, há!). Não sabia como é que ia reagir a esta nova fase de ser uma entidade
praxante e por isso estava super assustada. Mas acabou por correr tudo bem! Foi
uma semana fantástica, apesar de eu achar que podia ter dado muito mais do que
dei (muito mais mesmo) e que podia ter aproveitado mais. Acho que gritei muito
pouco, praxei muito pouco e não me dei muito a conhecer. Isto seria de esperar
sendo que sou um bocado mais reservada do que devia, ainda que talvez não se
note assim tanto. Juro que tentei participar nas coisas todas e dar o meu
máximo e deixar o meu padrinho e os meus colegas orgulhosos de mim, mas foi
realmente difícil conseguir sobressair no meio de tanta gente fantástica e com
talento para comunicar. Não sei a opinião dos outros em relação ao meu
comportamento, mas sei o que penso sobre o que fiz e acho que dei pouco. Nunca
consigo evitar este sentimento de que podia ter feito mais… Outra coisa sobre
esta semana foi o andar a semana inteira trajada! Tinha muita piada vestir o
traje um dia ou outro, os sapatos até conseguiam ser confortáveis. Contudo,
quando se anda uma semana sem calçar outra coisa e sem vestir outra coisa o
traje consegue ser verdadeiramente cansativo! É uma roupa extremamente quentinha!
Mas o pior de tudo é mesmo os sapatos! Raio dos sapatos que conseguem estar
largos no calcanhar e apertados nos dedos! Todos os dias, mais ou menos umas 10
horas por dia, a semana inteira… Foi duro não calçar mais nada a semana toda.
Tenho os pés completamente “destruídos”! O coitado do meu pé esquerdo sofreu
tanto; ganhou duas bolhas estupidamente gigantes no dedo mindinho.
Sinceramente, andei a semana toda cansada! Agora estou bem melhor (sem contar
com o pé esquerdo)! A Semana
de Praxe acabou e a conclusão a que chego é que não praxei o suficiente e que
dei cabo dos pés! Mas a Praxe não
acaba e vou ter mais oportunidades para mostrar que consigo ser uma entidade
praxante em condições! De momento só me resta recuperar para quando chegar a
altura conseguir estar com as baterias carregadas!
domingo, 10 de agosto de 2014
A vida começa à segunda
Sabem como tudo o que planeamos fazer, planeamos sempre para começar a uma segunda? É verdade! Por alguma razão as pessoas tendem a planear começar alguma coisa a uma segunda-feira. Isto acontece tanto que eu já tento planear começar as coisas noutro dia só para não parecer cliché, mas nunca acontece por isso esqueçam. A vida começa à segunda. O pré-começo é sempre no domingo ao final da tarde ou já à noite quando estamos preparados para dormir e só conseguimos pensar em tudo o que ficou para fazer no fim de semana. É mais ou menos por volta desta hora que começam as promessas/planos de que no dia seguinte (segunda-feira) vamos seriamente fazer o que planeamos. Vejamos, é na segunda que as pessoas dizem sempre que vão começar a dieta, que vão começar a cumprir o plano de estudos e que vão conseguir manter o quarto/a casa arrumados durante toda a semana. Desenganem-se meus caros leitores, nada do que é planeado para começar a uma segunda-feira se chega a concretizar seriamente. Falo por mim, que sei bem quantos planos já fiz para começar numa segunda e nunca vi tal coisa acontecer. A explicação que consigo encontrar para este fenómeno é o facto de ser mais supostamente mais fácil de começar alguma coisa porque começa uma nova semana. É segunda-feira e toda a porcaria do fim de semana é esquecida e é tempo de começar uma semana inteira de trabalho e estudos, por isso é também tempo para começar qualquer outro plano que se tenha. O problema é mesmo quando estamos numa quarta e as promessas de planos continuam a ser passadas para a próxima segunda. Enfim, isso é outro assunto. Claramente as palavras "começo na segunda" são utilizadas como desculpa para adiar qualquer coisa que sabemos que queremos fazer e que precisamos, mas que não temos vontade nenhuma.
Em suma, resta-me dizer que precisamos todos de ganhar coragem e cumprir com esses planos todos de domingo à noiteou de qualquer outro dia. Porque não? Afinal de contas o que precisamos é de arranjar maneira de cultivar força de vontade. Eu sei, eu sei, isto é estupidamente difícil, acreditem, eu sei. Mesmo assim, temos de tentar e conseguir. Quando começarem a magicar os planos e decidirem que é para começar na segunda, porque não decidem melhor e começam logo nesse momento? Talvez ajude. Coragem! (eu vou tentar também)
Boa semana.
Em suma, resta-me dizer que precisamos todos de ganhar coragem e cumprir com esses planos todos de domingo à noite
Boa semana.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
straight ahead
É incrível como as pessoas mudam de vida de um momento para o outro. Já vos disse aqui, e vocês sabem, que a vida dá muitas voltas, umas boas, outras más. Não sei se me parece correto dizer que seja assim para toda gente. Acho sempre que algumas pessoas têm demasiadas voltas más e não conseguem aproveitar as boas, se é que estas existem sequer. Sei que não devia querer saber, mas a verdade é que custa seguir em frente quando outra pessoa que em tempos significou o mundo para mim não o consegue fazer. Não me interpretem mal, seguir em frente é fantástico. Os últimos anos da minha vida têm sido muito proveitosos. Sou uma pessoa diferente, cresci... No entanto, não consigo deixar de sentir que podia ter tentado mais e ter feito mais para que outros também tivessem mudado, tivessem crescido. Não consigo deixar de pensar como seria esse alguém que continua preso a si mesmo e que não é capaz de crescer se eu tivesse tentado mais puxa-lo para a frente. Novamente não pretendo ser mal interpretada. Quando falo em crescer, não me refiro ao crescimento de infantil para adulto, nada disso. Vejo a infantilidade que temos em nós necessária para manter a mente sã. O que quero dizer quando digo crescer é prosseguir estudos, arranjar um trabalho, manter um passatempo que nos faça bem ao corpo e à alma... Quando aqui digo crescer, estou a falar de crescer como pessoa, e não me parece que todos tenham conseguido. Claro que não penso nisto todos os dias (dava em louca se assim fosse), mas penso com alguma regularidade, e perturba-me. Sei que não devia. Sei que a vida é mesmo assim. Sei que uns seguem em frente e outros ficam para trás. Sei isso tudo. O que não sei é se havia/há alguma coisa que pudesse ter feito para mudar isto. Alguma coisa para o puxar para a frente. Chega a ser ridículo ver alguém com potencial a deitar tudo fora. Parece-me falta de incentivos. Parece-me falta de vontade própria. Será errado continuar a pensar que com as pessoas certas a apoiar também ele andaria para a frente? Não sei. E não sei o que podia ter feito, mas acho mesmo que podia ter feito mais do que fiz. Quando penso nisto penso que na realidade não fiz nada. Tentei ser uma amiga em quem confiar, com quem contar. Ainda tento. Nunca me pareceu que isso tivesse valido para alguma coisa. E a cada ano que passa fica pior. Sei que ele continua aqui parado, perdido talvez. Talvez lhe custe ver os outros sair daqui, vê-los a construir uma vida. Não sei como travar isto. Não me parece justo. Mas eu tentei, juro que tentei. Tentei ajudar no que podia. Incentivar o que podia. Não posso mais. Talvez possa! Queria que ele fosse para a frente com a vida dele. Que fosse capaz de mandar os que o atrasam à merda (mesmo que isso inclua parte dele próprio também). Que voltasse aos estudos. Que fosse trabalhar, num trabalho mais ou menos fixo, em condições. Que fosse fazer o que deseja fazer. Pouco importa o caminho que fosse tomar, importa que seja em frente. Em frente e em direção a uma pessoa melhor como sei que ele pode ser. Em frente e em força. Queria que ele tivesse sonhos, objetivos, vontade... Queria que ele seguisse em frente, que conseguisse crescer. Tenho esperança que um dia ele vá em frente e deixe estas coisas que o corrompem no passado. Nessa altura não vou sentir mágoa quando for eu a continuar a minha caminhada, porque sei que ele vai estar a caminhar em frente também. Um passo ou dois atrás, mas lá. J
terça-feira, 8 de julho de 2014
I wonder...
Supondo que a treta de que existe uma alma gémea para cada pessoa é verdade: Alguma vez pararam para pensar o que é que a vossa alma gémea está a fazer neste momento? É curioso não acham? Numa qualquer parte do globo terrestre pode existir aquela pessoa que vos completa, a vossa cara metade. Como é que será a sua vida? Quais os sonhos? As ambições? É de facto curioso. Acreditar na possibilidade de que existe alguém algures no mundo que é o meu "perfect match" é tanto reconfortante como assustador. E se começarmos a refletir sobre isto é ainda mais curioso, ora vejam. Será que já me cruzei com a minha alma gémea na rua? Será que já falamos? Existe um montão de lugares no mundo, mas tanto quanto sei essa pessoa pode estar a viver na porta ao lado. Para ser sincera nunca me tinha posto a pensar muito nisto, mas acho que chega a uma altura na vida em que pensamos sobre tanta coisa em que nunca tínhamos pensado e não chegamos a conclusão nenhuma! O que é certo é que quando penso neste assunto imagino sempre uma vida a dois. Eu, locutora de rádio. Ele, arquiteto/designer. Um apartamento, não muito grande, apenas com espaço suficiente para ter o meu canto das pinturas e um escritório improvisado para ele. Sem filhos. Um aquário com alguns peixes. A certa altura ele vai querer ter um cão, mas depois percebemos que nenhum dos dois tem tempo.Vida simples. Dedicados ao trabalho. Jantares com os amigos aos fins de semana. Acho que seria qualquer coisa deste género... mas quem sabe?
Sempre odiei o futuro! Maníaca controladora como sou quero sempre planear tudo e acho que não podemos planear como vai a nossa vida daqui a 15 ou 20 anos.
A grande questão aqui é: Será que vivemos todos esses anos com o amor da nossa vida sem saber realmente?
sábado, 5 de julho de 2014
De Férias
Demorou, custou, mas foi! Finalmente (e oficialmente) de férias! O semestre acabou, os exames acabaram, o primeiro ano de faculdade acabou... um fim merecido pelo qual lutei. Os resultados académicos podem não ter sido os mais favoráveis, mas dei o que consegui e cheguei até aqui por isso não podem ter sido assim tão maus. Sinto que me esforcei, mas que cheguei a um ponto em que já não queria saber e talvez me tenha desleixado mais no fim do semestre (dizem que faz parte).
Este ano passou a voar... ainda ontem estava a assinar papéis de matricula e agora estou a preparar-me para um verão, mais curto do que habitual é certo, mas não deixa de ser verão e não deixam de ser férias. E já se sabe, férias são férias, mesmo que em pequeno número.
Vou finalmente conseguir ver as séries que queria ter começado a ver faz tempo e vou ter tempo para ler os livros que estão a ganhar pó nas estantes aqui em casa (e nas estantes das livrarias também). Também tenho uma lista imensamente longa de filmes para ver. Acho que dois meses não chegam! Tanto filme, livro e série vão deixar-me exausta para praias e piscinas, mas hei-de arranjar forças.
Para não variar tenho um montão de ideias giras para as férias! Queria muito dar um novo ar ao jardim aqui de casa e estou sempre a encontrar na Internet maneiras super giras e baratas para decorar a casa.
O tempo ainda não está fantástico, mas já dá vontade de andar de sandálias e de usar roupas mais coloridas e frescas! Renovei o stock de t-shirts e tenho umas sandálias mesmo giras, que apesar de serem do ano passado ainda estão em muito bom estado.
Mais umas férias de verão. Agora é preciso aproveitar e recuperar forças!
Bom Verão! Boas Férias!
Os sites/páginas com ideias giras:
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Sou ou Estou Feliz?
Não sei se sou ou se estou feliz.
Esta dúvida tem pairado na minha cabeça desde que fui estudar para Lisboa.
Sou uma pessoa diferente do que era quando deixei o secundário, e para dizer a verdade, gosto muito mais de quem sou agora. Dou por mim a pensar como era insegura, como achava importante o que os outros pensavam de mim... Agora estou segura sobre quem sou e sei o que penso. Estou feliz com a mudança. Estou feliz no geral. A vida corre-me bem. Claro que existe muita coisa que sai fora dos carris de vez em quando, mas já não me vou abaixo como sei que ia há 2 ou 3 anos. Em vez de me ir abaixo sou capaz de impulsionar felicidade. Orgulha-me dizer que são poucos os momentos em que me sinto miserável e triste.
Ainda assim, não sei se estou feliz agora porque a vida me está a correr bem, ou se sou uma pessoa verdadeiramente feliz. Talvez seja feliz... Quer dizer, porque não seria? Tenho uma família, uma casa, estou a estudar, tenho bons amigos, o dinheiro não é abundante, mas também não falta... Tenho condições para ser feliz, mas esta coisa entre estar e ser atormenta-me.
Tenho medo desta felicidade que me percorre. Não quero ficar estupidamente agarrada a uma coisa efémera que mais tarde ou mais cedo se vai embora sem avisar. Chego a ficar aterrorizada com a ideia de me agarrar à felicidade que sinto agora e de mais tarde me vir a desiludir. Acho que estou a perder momentos fantásticos da minha vida por causa deste medo parvo. Acho que estou a deixar passar oportunidades para viver a minha vida ao máximo porque tenho medo de me desiludir com fantasias da minha cabeça.
Não sei que mais me resta fazer. Quero viver os momentos todinhos, mas estou a deixá-los fugir e eles não vão voltar nunca. Estou a deixar a vida passar-me a frente dos olhos. Tenho medo. E é um medo aterrorizante!!!
Só me resta viver aos pouquinhos, um dia de cada vez, deixar andar, feliz, mas não demasiado...
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da de cadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
- Ricardo Reis -
quinta-feira, 29 de maio de 2014
those summer nights
Sou uma amante do inverno, mas já sinto falta:
dos mergulhos à meia noite.
dos gelados de morango, chocolate e baunilha.
dos granizados em copos às cores.
da música alta.
das noites longas.
de ficar fora até de manhã.
dos amigos e das amigas.
de dançar feita louca.
das luzes psicadélicas.
das bebidas frescas.
da boa companhia.
da diversão garantida.
...
Os dias de verão são perfeitos, but oh oh those summer nights...
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