domingo, 8 de setembro de 2013

Da Universidade

Ontem foi, sem margem para dúvidas, uma noite de emoções. 

O dia passou da forma mais tranquila possível e quando alguém me perguntava se estava nervosa com a saída dos resultados, respondia simplesmente que não, e era verdade. No entanto, a aproximação da hora mais esperada do dia, começava a causar um certo formigueiro no estômago. A hora chegou e quando vi a folha dos resultados fiquei paralisada. "Colocada na 2ª opção" A minha reacção foi deixar de respirar e demorar uns 10 minutos a dizer alguma coisa a alguém. Finalmente consegui falar e contei ao meu irmão e à minha mãe, que se veio sentar ao pé de mim e enrosquei-me na cama a chorar. 


Não foi um chorar compulsivo nem nada disso, mas as lágrimas corriam pela minha face e estavam carregadas de medo. Sim, porque acho que mais do que triste, fiquei com medo. Medo porque achava que era demasiado longe, que ia ter de me levantar muitíssimo cedo e tantas outras coisas. Eventualmente percebi que nada daquilo valia a pena. Afinal de conta é uma boa universidade na mesma. E o curso é o mesmo, o que eu anseio por ir estudar: Ciências da Comunicação. Por isso estou bem! Percebi que não vale a pena lamentar-me por não ter conseguido o que desejava, mas isto é bom na mesma, melhor até. Pensei em candidatar-me à segunda fase, mas não sei se deva. As coisas estão bem assim e vou optar por este caminho. Sendo assim, aqui vou eu para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Gostar de alguém

Gostar de alguém é:

um desafio
uma aventura
um exercício de paciência
sofrer
chorar de alegria
conversar durante horas
ter discussões parvas
nunca ficar irreversivelmente chateado
abdicar de algumas das nossas manias
falar abertamente
ser um bom ouvinte
saber aconselhar
fazer um esforço
dar o braço a torcer
pôr o egoísmo de parte
saber que não estás sozinho
rir até te doer a barriga
fantástico!

Gostar verdadeiramente de alguém é tudo isto e muito mais.
É uma viagem incrível e temos de dar provas em como somos merecedores do bilhete que nos foi dado!




domingo, 1 de setembro de 2013

Guerra antiga

Tenho andado a ler "Anjos e Demónios" do Dan Brown e ontem deparei-me com isto:

"Deus tornou-se obsoleto. A ciência venceu a batalha. (...) Mas a vitória da ciência (...) custou-nos a todos. E custou-nos caro. (...) A ciência pode ter aliviado as misérias da doença e do trabalho penoso e criado uma panóplia de artefactos para nosso entretenimento e conveniência, mas deixou-nos num mundo sem encanto. O pôr do Sol foi reduzido a comprimentos de onde e frequências. As complexidades do Universo foram dissecadas em equações matemáticas. Até o nosso valor como seres humanos foi destruído. A ciência proclama que o planeta Terra e os seus habitantes são apenas um ponto insignificante num grandioso esquema. Um acidente cósmico. (...) Até a tecnologia que promete unir-nos nos divide. Cada um de nós está agora electronicamente ligado ao mundo inteiro, e, no entanto, sentimo-nos irremediavelmente sozinhos. Somos bombardeados com violência, divisão, fractura e traição. O cepticismo tornou-se uma virtude. O cinismo e a exigência de prova tornaram-se pensamento esclarecido. Será de espantar que os seres humanos se sintam hoje mais deprimidos e derrotados do que em qualquer outro momento da sua história? Haverá algo, seja o que for, que a ciência considere sagrado? A ciência procura respostas investigando os nossos fetos ainda não nascidos. A ciência presume, até, rearranjar o nosso próprio ADN. Retalha o mundo de Deus em peças cada vez mais pequenas em busca de significados... e tudo o que encontra é mais perguntas. (...) A guerra antiga entre ciência e religião terminou."

Isto deixou-me a pensar nas consequências da evolução que a ciência atravessa a cada dia. A fé está a ser destruída porque as pessoas se sentem confusas e cada parte delas se sente como se estivesse a ser puxada para dois lados distintos que há muito que deviam ter sido capazes de coexistir. A evolução é necessária, claro, mas a que preço? 

domingo, 25 de agosto de 2013

Sair à noite

Adoro sair à noite! Não costumo sair muito, mas com a companhia certa é sempre agradável e acabo por me divertir bastante. Gosto de estar a conviver com as pessoas, a dançar, a cantar, a ouvir a música. Gosto de ir a discotecas, no entanto, por vezes é um bocado desconfortável. É desconfortável porque queremos estar com os amigos a conversar e precisamos de estar aos gritos e também por causa do tabaco. Por muito horrível que seja o cheiro do tabaco, após algumas horas, acabamos por nos habituar, mas o fumo dá cabo de mim. Eu com todos os meus problemas respiratórios fico mesmo mal. O raio do fumo entope tudo o que é via respiratória e o efeito só passa no dia seguinte. É isto e a garganta inflamada e as dores terríveis nos olhos (ontem dei por mim a falecer de tanto que me ardiam os olhos). Mas vá, continuando. Em relação a ter de conversar em altos berros, é outro aspecto em que uma pessoa cria habituação. Além disso, começo a desenvolver toda uma capacidade de falar por gestos, que admito que podem ser difíceis de entender para pessoas alheias ao grupo. Não me importo com as bebedeiras dos outros desde que não me aborreçam. E sem dúvida que não compreendo as pessoas que para se divertirem têm de beber quinhentos copos de cinquenta bebidas diferentes. É claro que é agradável saborear uma bebida no meio daquele ambiente todo, mas não exageremos ao ponto de não sermos capazes de recordar o que se passou no dia anterior. Outra coisa boa de sair à noite é encontrar pessoas que não víamos há muito tempo. É sempre engraçado saber como está essa pessoa agora e é uma boa maneira de pôr a conversa em dia, ainda que seja em altos berros. O convívio é de longe a melhor coisa. Sair com um grupo de gente simpática e que está sempre pronta para a festa é extraordinário. A companhia certa transforma uma noite de merda na melhor noite das nossas vidas. Existe ainda aquele cansaço que se começa a ter a meio da noite, mas que entretanto se vai embora porque estamos tão concentrados na música e nas bebidas e nas pessoas que nem nos lembramos da dor de costas ou da dor nos pés. O pior do cansaço é quando se fica parado durante muito tempo. Quando a noite começa a chegar ao fim, a nossa bateria começa a descarregar e só umas horas de sono é que voltam a pôr tudo no sítio. Ou então, ir comer qualquer coisa. As mini-refeições que se comem de madrugada são as melhores e ajudam a reparar qualquer bateria. Com tudo isto as horas passam a correr e a noite vai-se embora e quando metemos a chave na porta já é de dia e nem demos por isso. 


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Passeio de fim de semana

Aproveitando o feriado de dia 15 decidimos ir passear. 
Fui com os meus pais até ao norte do país, passamos por várias terras com nomes mesmo característicos do interior do país e algumas com nomes que tenho a certeza que foram copiados das terrinhas aqui perto de onde vivo. Estive mais tempo por Seia e por Viseu, onde aproveitamos para ver um pouco da última etapa da Volta a Portugal em Bicicleta. 
Deixo-vos com algumas das fotos desse fim de semana diferente :)





Maravilhosas piscinas fluviais em Isna, Castelo Branco. 









Cabeço da Velha em Seia, Serra da Estrela, Guarda.



 Feira de São Mateus em Viseu. 

 Ficamos uma noite em S. Pedro do Sul perto de Viseu! Muito sossego e muita tranquilidade!







Ricardo Araújo Pereira, eu passei por Travanca. 











Desculpem isto estar tudo ao monte, mas pronto!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Factos sobre mim

Como é sempre bom reflectir um bocadinho sobre quem somos e sobre o que gostamos, fica aqui uma lista (que ainda não sei se vai ser grande ou pequena) com uns quantos factos sobre mim!

Sou estupidamente envergonhada quando conheço gente nova.
Adoro rasgar papel.
Ler é bem capaz de ser o meu maior passatempo.
Estudar arte vai ser sempre um grande sonho.
Cresci com os ensinamentos dos filmes de animação da Disney.
Amo a saga de livros e filmes do Harry Potter.
Sir Arthur Conan Doyle é um génio que criou um génio: Sherlock Holmes.
O mundo sobrenatural intriga-me.
Comecei a roer as unhas assim que me nasceram os dentes.
Tenho uma cicatriz no braço esquerdo que parece o Japão e que fiz quando era pequena num acidente com água a ferver.
Todos os anos existem pessoas que me perguntam a história da minha cicatriz.
Sou teimosa e egoísta, mas isso vocês já sabiam.
Jogo Sims desde o primeiro de todos e adoro.
O cinema é uma grande paixão.
O corneto de morango é um dos meus gelados favoritos.
Sonho aprender a tocar piano.
A música é uma grande paixão.
Odeio seguir modas, mas admito que às vezes as sigo.
Implico com os adultos que têm uma página no facebook.
Tenho uma pontinha de inveja das pessoas da minha idade que têm blogs com sucesso.
Os meus amigos dizem que canto bem.
Sonho conhecer o Ricardo Araújo Pereira e o Rui Unas (entre muitos outros humoristas brilhantes).
Quero muito um dia chegar a trabalhar numa estação de rádio.
Acordo todos os dias de mau humor.
Fico enjoada com a pasta de dentes -.-
Estou constantemente a mudar a disposição dos móveis do quarto.
Gosto de cozinhar e estou a tentar aprender mais e melhor.
A escrita é uma grande paixão.

Por agora ficamos por aqui porque também não vos quero dizer tudo!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Os filmes são uma mentira

Não se deixem enganar, porque o cinema é muito traiçoeiro e tem a mania de nos enganar. Mesmo sendo uma das minhas grandes paixões, o cinema tem o hábito de mentir às pessoas. Sim, eu já sei que os filmes são para ser interpretados como uma realidade alternativa à nossa em que tudo é mais belo e em que existem finais felizes e assim. Acontece que isso tudo é uma grande mentira. Vejam lá bem, uma pessoa anda a vida inteira a ser enganada a ver filmes espectaculares sobre como o secundário é a coisa mais incrível que nos pode acontecer na vida e depois afinal não é nada disso. Não me interpretem mal. Estes 3 anos foram muito agradáveis de ser vividos e conheci muita gente e aprendi muita coisa. No entanto, não foram nada como os filmes me tinham dito que ia ser. Comparando as expectativas com a realidade, fiquei a perder, e muito! Outra coisa em que os filmes nos estão constantemente a enganar é à cerca do verão. O mundo do cinema faz o verão parecer a altura mais fabulosa do ano, como se fosse a última oportunidade de alguém ser realmente feliz. Os actores todos contentes na praia, na piscina, com os seus amores de verão (outra mentira reles) e a viver o melhor verão de sempre que nunca vão esquecer. MENTIRA! Já há 17 anos que vivo o verão e não é nada assim. E isto não se passa só comigo, podem ir perguntar a muito boa gente que lhes vão dizer o que eu disse. O meu verão, na melhor das hipóteses, é ir passar uma semana ao Algarve e ir à praia ou à piscina duas ou três vezes com o meu grupinho de amigos. Não há amores de verão nem festas fantásticas nem noites maravilhosas. Portanto filmes, parem lá com isso de mentir às pessoas! 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Do exercício e das dietas

O verão é aquela altura do ano em que as pessoas magras metem na cabeça que são gordas e em que as pessoas gordas se voltam a lembrar de que são gordas (não que se esqueçam durante o resto do ano). Quem me conhece sabe que eu sempre fui assim um bocado para o mais pesada do que o que era suposto ser, mas vá, aprendi a viver com isso e deixei de me importar com o que raio os outros pensam e comecei a preocupar-me mais com o que eu penso. Odeio dietas, odeio-as! Para mim não fazem sentido, uma vez que nunca são definitivas porque uma pessoa não consegue continuar uma dieta para sempre. Não me venham com coisas a dizer que existem nutricionistas que ajudam as pessoas e tal que isso é tudo muito relativo. Claro que não nego já ter tentado umas quantas dietas. Acontece que a minha paciência é demasiado escassa e nunca levo nenhuma assim muito a sério, tanto que optei por uma coisa mais ao meu estilo: comer de tudo, mas não dar numa de enfardadeira. E não é que até resulta assim mais ou menos? Pois é, parece que se não andarmos para aí a comer tudo o que temos em casa e formos fazendo uma alimentação mais ou menos as coisas ficam controladas. Depois temos a outra parte de ser uma pessoa saudável e assim: o exercício. Já falei sobre isto. Já confessei que odiava, mas que no 10º ano o meu prof de educação física me fez mudar de ideias e que agora até simpatizo com o exercício físico. Ando numa de me dedicar a isso, é uma boa ocupação e sabe bem, menos aquelas horríveis dores musculares! Pronto, não garanto que vá ficar a gaja mais boa do universo, mas também não estou a tentar. Tudo o que vier de bom será bem vindo. 

sábado, 27 de julho de 2013

Ir dormir

Quando me perguntam "Vais para a cama a que horas?" eu fico sempre na dúvida. É que isto da hora de ir dormir é bastante relativo. Vejamos. Eu antes dividia sempre este assunto em: ir dormir em tempo de escola e ir dormir em tempo de férias. No entanto, nos últimos três anos as horas começaram a tornar-se próximas e passei a responder sempre entre às 23h e as 00h, o que nem sempre reflecte a realidade. Existem sempre muitas coisas que fazem desregular isto tudo, trabalhos por acabar, reality shows na tv, coisas giras na internet... Entretanto, chegam sempre as férias do verão. As abençoadas férias do verão, que seriam as minhas favoritas se não fosse pelas elevadas temperaturas. Será escusado dizer que as férias do verão fazem os horários de ir dormir variar entre as 00h e 04h. E o problema é que depois é muito complicado voltar a conseguir regular o horário normal. Por exemplo como hoje. Tenho compromissos marcados para este sábado bem cedo e ainda aqui estou em vez de ir dormir. Porquê? Porque demasiados dias sem nada para fazer dá nisto e porque quem dorme das 04h às 12:30 todos os dias durante semanas se esquece de viver. Acho que dormi mais na última semana do que em toda a minha vida e é por isso que agora não consigo ir dormir! João Pestana anda cá que preciso de dormir hoje porque amanhã tenho coisas para fazer e se puderes traz o Vitinho contigo que ele também é sabedor desta arte de fazer as pessoas adormecer. 

domingo, 14 de julho de 2013

Trabalhos Manuais #15 - Flores de cartão

Graças a um site magnífico que me enche a alma com as coisas lindas que lá tem, surgiu-me a ideia de fazer uma pequena actividade de artes manuais: flores de cartão.
Muito simples, fácil e barato. É uma maneira gira de decorar uma parede e sempre dá para reciclar.
Os materiais são: rolos de papel higiénico, tesoura, cola ou agrafos (eu optei pelos agrafos, acho que dura mais tempo) e tinta com os respectivos pincéis.



Podem ver AQUI! o site que me forneceu a ideia.

As minhas ficaram assim:





Peço desculpa se as fotos não ficaram espectaculares, mas não sou lá grande fotografa (juro que tentei). Claro que ao vivo é sempre melhor.