terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

5 meses e já nos tratamos por tu

Como quando éramos pequeninos, nos tempos da creche e da escola primária, em que logo no primeiro dia perguntávamos uns aos outros "Queres ser meu amigo(a)?", e nos segundos a seguir éramos grandes amigos que, quem não soubesse, achava que nos conhecíamos desde sempre. Gosto muito de vocês e sem vocês já não estou completa. Cada um de vocês tem um pedacinho do meu coração, e cada dia faço para ter um pedacinho do vosso. Todas as palavras, expressões, frases, sorrisos, momentos, jogos, olhares, ... Guardei tudo. O meu coração é vosso!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um Brinde!

Já não tenho necessidade de estar sempre “em rede” contigo. Sinto-me bem por isso, achei que nunca ia conseguir. Encontrei um novo caminho, uma nova maneira de estar, um novo do modo de pensar. Estou contigo e não estou contigo, isto tudo ao mesmo tempo. Encontrei um igual que indirectamente me lembra de ti. Indirectamente, porque tu e eu estamos só “em rede” e eu e o teu igual estamos ligados ao vivo e a cores. Admito que tinha um vício, sim, eu era viciada em falar contigo, em contar-te as coisas, as pessoas costumavam dizer que isso era grave para mim e que me fazia mal. Estou como que curada dessa doença que não o sendo era. Agora sou mais feliz do que era, e a realidade dos acontecimentos é maior. Não questiono o que tivemos e não duvido da amizade que temos agora. Penso que isto é uma mudança para melhor, não que seja bem uma mudança, é mais um melhoramento. Um brinde. Aos bons velhos tempos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pedidos

Agora já me pedem para escrever, e eu a achar que ninguém lia isto. Tal como afinal existem pessoas que se riem das minhas piadas, existem pessoas que gostam verdadeiramente de ler o que escrevo no blog. Só tenho a dizer que nunca pensei que isto viesse a dar resultado, a princípio só escrevia porque sim, e nem sequer me importava com o que os outros achavam.
Para aqueles que se dão ao trabalho de ler, aqui vai disto:

Quase há um ano, foi quando 100% de Vida começou a preencher os meus serões de escrita e a acolher os meus pequenos trabalhos de pintura. Escrever alegra os dias daqueles que se sentem sozinhos mesmo rodeados de uma grande multidão. Escrever é aparentemente mais fácil do que falar. E a escrita que me ocupa grande parte do dia, já não faz só sentido para mim. Estou feliz por saber que uma ideia resultante de uma moda passageira, deu resultado, mesmo que tenha sido só para alguns. Escusado será dizer que agradeço.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Trabalhos Manuais #4 - Caixinhas e galinhas










Exposição dos meus mais recentes trabalhos. Que vos parece?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Uma e outra vez

Porque é que tudo teima em acontecer de novo? Talvez a culpa seja minha por não conseguir perceber que acabou antes de ter começado. Dia após dia tenho o mesmo pensamento a rodopiar na minha cabeça. Tento esquecer e não resulta. Gosto de sentir o que sinto, mas sei que me faz mal. Odeio dramas, mas ironicamente só sou capaz de os descrever. Fico sempre à espera de algo mais. Mais, por favor. Partilha os teus segredos comigo. Obrigada.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Uma aula de doidos!

(dedicado a todos aqueles que fazem parte do meu dia)

Vamos imaginar... 30 pessoas numa sala, das quais uma é um adulto. Imaginemos o adulto a falar, ou pelo menos a tentar, e 29 pessoas a terem um comportamento de quem está em pânico no meio de um fogo. E vamos juntar a isto uns gritos, papeis que voam, insultos, risos...
Que tal o termo "conversas paralelas"?! Acho que é perfeito. Depois temos as ideias baralhadas a querer saltar da cabeça dos seus portadores, o que quando não controlado gera uma grande confusão.
Claro que as 29 pessoas estão desejosas de ir embora, sonham em ir para casa, tal e qual como se estivessem presas à horas e horas, quando ainda só passaram 5 minutos. Também podemos considerar uns quantos momentos de desespero, depois de olhar para o relógio, tanto por parte dos 29 como por parte do adulto. Adulto esse que tenta marcar a sua presença falando um pouco mais alto.
Quando o toque da campainha invade a sala, surge uma agitação extrema, quase como espermatozoides que lutam para chegar ao óvulo (comparação ridícula, eu sei).
Imaginem um cenário de guerra, guerra verbal, não física. Agora, depois disto tudo, respondam: Onde posso arranjar paciência?


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Uns e Outros

Era uma vez uma Menina que vivia feliz no seu Mundo. Um dia ela foi levada desse seu Mundo e aterrou de paraquedas num Mundo novo. Encontrou-se assim sem amigos. Ainda assim, mesmo separada de todos, ela podia ver os seus Amigos que viviam com ela no seu Mundo, podia observá-los à distância. A Menina ficou triste, deixando de acreditar na amizade, pensando que os seus Amigos se tinham esquecido dela. Cada vez que os via, ficava ainda mais triste. Não se tinha dado ao trabalho de comunicar ou de observar os habitantes do novo Mundo, até um dia. A Menina decidiu seguir em frente com a sua vida, pois se os Amigos a tinham abandonado, ela devia também abandoná-los. Passou a conviver com os habitantes do novo Mundo, e eles revelaram ser grandes companheiros de conversas e brincadeiras. Apesar de ter recuperado um pouco da sua felicidade, a Menina não era totalmente feliz. Todos os dias se lembrava dos Amigos. E não conseguia chamar Amigos aos habitantes do novo Mundo, era como se fosse trair os Amigos do Mundo onde vivia antes, os únicos que ela conhecia até à uns tempos atrás. Então, com um pé na ilusão e com o outro na realidade, assim foi a Menina vivendo.
(...)
Como se tivesse passado para o outro lado, como se estivesse de volta, numa tarde a Menina deu de caras com os Amigos, os do Mundo inicial. Eles ficaram felizes, abraçaram-na... e a Menina sorriu. Estava radiante por saber que eles ainda gostavam dela, radiante por eles ainda se lembrarem do seu nome. A Menina pensou em ficar com eles, mas depressa se lembrou de que agora tinha outras pessoas com quem estar, tinha outros Amigos. Não queria abandona-los, então, como que a tentar juntar tudo num só, ela sugeriu que viessem com ela, disse-lhes que deviam conhecer os Amigos novos. Eles vieram. Rapidamente se encontraram todos. A Menina apresentou-os e descobriram que tinham muitas coisas em comum. 
Mais tarde a Menina percebeu que não devia ter tido medo de estar com pessoas diferentes. A Menina tinha os dois melhores grupos de Amigos que alguém podia desejar. E com isto tudo a Menina cresceu.

Moral da História: Estar num sítio novo com pessoas que não conhecemos é difícil, mas é certamente mais difícil se não formos  capazes de tentar pertencer a esse sítio. Não devemos ter medo de fazer novos amigos, não devemos ter medo de criar amizades, não devemos ficar preocupados em trair os nossos amigos apenas porque temos uns novos. Devemos fazer novos amigos e devemos ficar com os antigos. Devemos mistura-los a todos. Aproveitar a Amizade é a coisa mais importante a fazer. E nunca nos devemos esquecer, que os Amigos (os VERDADEIROS Amigos) estão connosco, ontem, hoje, amanhã e para o resto das nossas vidas. Felicidades.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Fim

(uma continuação de "Eu Lembro-me")

Sonho com o momento em que vais estar perto de mim e em que vais dizer, num breve sussurro, “Eu Amo-te”. Recordo as memórias do Verão passado, quando te vi naquela rua cheia de gente, quando nos sentámos no muro a conversar. Recordo que nessa noite não me lembrei de quem eras, não sabia o teu nome, quando li o bilhete é que percebi, e tu já não estavas lá. Oh Gonçalo, quem me dera saber onde te encontrar. Preciso de falar com alguém, alguém que me compreenda. Tu em tempos compreendias, ainda compreendes?! Quero sentir que estás aqui.
(…)
Foi inevitável. Era impossível ver a tua fotografia naquela página do jornal e não sentir um aperto no coração. Agora sei (se todas aquelas coisas sobre a vida depois da morte forem verdade) que me estás a observar. Quero ir ter contigo. Preciso de ti.

Amo-te. Ontem. Hoje. Amanhã. Sempre.




segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Trabalhos Manuais #3 - Porco em Plasticina

As imagens falam por si...





(um grande obrigada ao meu primito que me deu a ideia e colaborou para este trabalho)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Simples mas Encantador

Ainda é cedo , mas a Lua cheia já habita no céu, preparando uma despedida ao Sol.
O céu está coberto de um azul claro, limpo, sem nuvens. Observo as serras e reparo nos pombos que sobrevoam o céu e lá bem no alto os moinhos giram ao sabor do vento. A brisa refresca-me o rosto e despenteia-me os cabelos. Ainda não escureceu, mas já se vê as luzes que brilham, ao longe, na cidade. Um tom alaranjado percorre o céu . Ouço agora, com clareza, o cantar dos pássaros. O tom alaranjado fica misturado com um cor de rosa pálido, amanhã vai ser um bom dia. Imagino o Sol junto ao mar, a desaparecer no horizonte. A Lua brilha cada vez mais, deixando o azul ficar branco para mais tarde escurecer. Fecho os olhos por um momento e imagino-te aqui comigo... Foi o mais lindo Pôr-do-Sol da minha vida!